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22/05/2016

Preço do petroleo diminui e aumenta o uso de carrões nos Estados Unidos










Preço do petroleo diminui e aumenta o uso de carrões nos Estados Unidos
Preço cai quando a oferta de petróleo aumenta. E o sonho americano já pode ser visto nas ruas: os famosos carrões.



Nos Estados Unidos, a gasolina está custando hoje a metade do preço cobrado nas bombas há dois anos. É que lá o preço cai quando a oferta de petróleo aumenta. E o sonho americano já pode ser visto nas ruas: os famosos carrões. Mas isso virou um problema para o meio ambiente, como mostra o correspondente Alan Severiano.
Os americanos nunca rodaram tanto. Em 2015, foram mais de 5 trilhões de quilômetros – de carro, caminhonete, caminhão. É uma distância equivalente a 16.900 mil viagens de ida e volta entre a Terra e o Sol.

Os motoristas estão dirigindo mais porque o bolso está pesando menos. Eles pegaram carona na queda do preço do petróleo, que nos Estados Unidos foi repassada para o valor da gasolina. É um novo cenário que está mudando o comportamento das pessoas e tem efeitos no mundo inteiro.
Em dois anos, o litro da gasolina caiu pela metade – uma felicidade para Sherin: "Agora eu posso ir para qualquer lugar."

Não é à toa que a venda de carros vem batendo recorde.

Em vez de pequenos e médios, Bill diz que os americanos voltaram a comprar carrões. Caminhonetes, SUVs para sete pessoas já são 57% das vendas.

Eles bebem duas vezes mais gasolina do que um carro médio. Mas quem está preocupado?

"Para falar a verdade, muitos clientes não estão nem aí para a poluição. Eles querem saber é da potência", diz o vendedor.

Será que corremos o risco de um retrocesso, depois de tanto esforço para promover o transporte limpo e combater o aquecimento do planeta?

Tensie Whelan, professora de negócios sustentáveis da Universidade de Nova York, responde: "Com o petróleo barato, a tendência é de menos investimento em energia renovável. Mas isso deve durar pouco porque o mundo está comprometido com uma economia mais limpa. E os jovens estão menos interessados em carros".

Mas tem outros efeitos que não cheiram nada bem. Em Nova York, a cidade que mais produz lixo nos Estados Unidos, já se vê outro impacto ambiental. É que o plástico que é descartado ali vai parar em usinas de reciclagem. Com a queda do preço do petróleo, reciclar plástico ficou menos rentável.

O plástico, um dos produtos que mais poluem rios e mares, é derivado do petróleo. E no mercado, o plástico reciclado concorre com o novo.

Tomas Outerbridge, o gerente da usina, diz que os preços caíram de 30% a 50%: “Não cobrem os custos das empresas de reciclagem menores, que estão em risco.”

As sacolas de plástico usadas, que têm menos valor, são as mais afetadas. Antes, a usina reciclava 80% delas. Agora, o processo não compensa. E metade das sacolas vai parar em aterros sanitários.

"A verdade é que nunca criamos uma estratégia de reciclagem geral eficiente", diz Tensie. "Aí tudo fica muito caro e difícil.”



Fonte: g1 Fotos: Divulgação

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